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O que é cloreto de colina? Seu uso na alimentação animal

O cloreto de colina é o sal cloreto da colina e a forma mais utilizada para adicionar colina à ração animal. A colina é um nutriente essencial para as membranas celulares, o transporte de gordura a partir do fígado e o metabolismo de grupos metil. Na ração, é fornecida principalmente como pó a 60% em veículo ou como solução aquosa a 70–75%.

Última atualização: · CTF Premix

O que é cloreto de colina?

A colina é um composto de amônio quaternário que o organismo usa para formar a fosfatidilcolina (lecitina) e a esfingomielina das membranas celulares, o neurotransmissor acetilcolina e a betaína. O cloreto de colina é o seu sal cloreto, estável e solúvel em água, produzido industrialmente para o setor de nutrição animal.

A colina costuma ser listada com as vitaminas do complexo B, mas, ao contrário das vitaminas verdadeiras, é necessária em gramas e não em miligramas por quilograma de ração, e os animais conseguem sintetizar parte da sua exigência no fígado. Como essa síntese muitas vezes não é suficiente, sobretudo em animais jovens, a colina é suplementada rotineiramente.

Qual é a função da colina na ração?

  • Frangos de corte e perus: favorece o crescimento e a eficiência alimentar; a deficiência está associada à perose (deslizamento do tendão) e ao mau desenvolvimento das pernas em aves jovens.
  • Poedeiras: ajuda a exportar a gordura do fígado na forma de lipoproteínas, o que é relevante para a saúde hepática e a produção de ovos.
  • Suínos: necessária para o crescimento dos leitões; nas porcas é comumente incluída nas dietas de gestação e lactação.
  • Vacas leiteiras: a maior parte da colina da dieta é degradada no rúmen, por isso a colina protegida é usada no periparto para apoiar o metabolismo da gordura hepática.
  • Aquicultura: nutriente essencial para muitas espécies de peixes e camarões de cultivo.
  • Metabolismo: após a oxidação a betaína, a colina atua como doadora de metil e pode poupar parcialmente a metionina.

Formas de cloreto de colina

  • Cloreto de colina 60% (ou 50%) em pó: o líquido adsorvido em um veículo vegetal (normalmente sabugo de milho) ou em sílica. As versões em sílica costumam ter melhor fluidez e são frequentemente preferidas para premixes.
  • Cloreto de colina líquido 70% ou 75%: solução aquosa pulverizada na ração em fábricas com sistemas de dosagem de líquidos.
  • Colina protegida: formas revestidas ou encapsuladas para ruminantes, projetadas para passar pelo rúmen e liberar a colina no intestino delgado.
  • Fontes naturais: farelo de soja, farelo de canola, farinha de peixe e outros ingredientes contêm colina, mas sua contribuição e disponibilidade variam.

Como é avaliada a exigência de colina?

As exigências dependem da espécie, da idade, da fase de produção e da composição da dieta. Os nutricionistas consideram a colina já fornecida pelas matérias-primas, os níveis de metionina e betaína da dieta (ambas podem reduzir a necessidade de colina como doadora de metil) e se os animais são jovens e de crescimento rápido. A suplementação é então definida para cobrir a diferença, seguindo o rótulo do fabricante e a regulamentação local aplicável.

Cloreto de colina e estabilidade do premix

O cloreto de colina é fortemente higroscópico e alcalino. Em premixes vitamínicos concentrados, atrai umidade e pode acelerar a perda de vitaminas sensíveis, como a vitamina A, a vitamina K₃ e algumas vitaminas do complexo B. Por isso, muitos fabricantes adicionam a colina separadamente na fábrica de ração ou mantêm separados os componentes vitamínicos e a colina; quando a colina precisa estar no premix, a formulação, a escolha do veículo, a embalagem e o tempo de armazenamento são planejados levando isso em conta.

Critérios de qualidade

  • Teor ativo: teor declarado de cloreto de colina (por exemplo 60% ou 70–75%) e teor de colina.
  • Umidade: importante nas versões em pó devido à natureza higroscópica do produto.
  • Tipo de veículo e granulometria: influenciam a fluidez, a poeira e a homogeneidade da mistura.
  • Trimetilamina (TMA) e odor: um teor residual de TMA mais alto indica qualidade inferior e causa cheiro de peixe.
  • Metais pesados, integridade da embalagem (sacos à prova de umidade) e certificado de análise (CoA) para cada lote.

CTF Premix e o cloreto de colina

O cloreto de colina pode ser incluído nos premixes vitamínicos, vitamínico-minerais ou personalizados da CTF Premix de acordo com a formulação do cliente, com o veículo, a taxa de inclusão e a estabilidade das demais vitaminas avaliados pela nossa equipe técnica. Todos os premixes são produzidos em nossa fábrica em Ancara sob ISO 9001:2015 e GMP; cada lote acompanha um certificado de análise e pode ser rastreado pela página de verificação de lotes do nosso site.

Esta página tem caráter informativo geral. As taxas de inclusão e a escolha do produto devem ser definidas com um nutricionista, considerando a espécie, a formulação da ração e a regulamentação aplicável.

Perguntas frequentes

O cloreto de colina é uma vitamina?

A colina costuma ser agrupada com as vitaminas do complexo B, mas é mais correto descrevê-la como um nutriente essencial semelhante às vitaminas. É necessária em quantidades maiores do que as vitaminas verdadeiras e pode ser parcialmente sintetizada pelo animal, embora geralmente não em quantidade suficiente.

Qual é a diferença entre cloreto de colina 60% e 75%?

O produto a 75% (ou 70%) é uma solução líquida pulverizada na ração, enquanto o de 60% (ou 50%) é esse líquido adsorvido em veículo de sabugo de milho ou sílica para formar um pó de boa fluidez. A escolha depende do equipamento de dosagem da fábrica; a formulação deve se basear no teor ativo real.

Por que o cloreto de colina às vezes fica fora dos premixes vitamínicos?

Ele é higroscópico e alcalino e, na forma concentrada, pode acelerar a degradação de vitaminas sensíveis como a A e a K₃. Adicioná-lo separadamente, ou projetar com cuidado um premix combinado, ajuda a proteger a estabilidade das vitaminas.

A betaína pode substituir o cloreto de colina?

A betaína pode assumir parte da função da colina como doadora de metil, mas não substitui seu papel na síntese de fosfatidilcolina e acetilcolina. A substituição parcial deve ser decidida por um nutricionista para a dieta específica.

Soluções em premix com colina

Peça à nossa equipe uma cotação para um premix vitamínico ou vitamínico-mineral com colina de acordo com a sua formulação.

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