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O que é cobalto? Sua função na ração animal

O cobalto é um microelemento de que os ruminantes precisam porque os micro-organismos do rúmen o utilizam para sintetizar a vitamina B12 (cobalamina). É fornecido em quantidades muito pequenas por meio de premixes minerais, principalmente na forma de sais de cobalto(II) revestidos ou granulados, como o carbonato de cobalto(II), que reduzem a poeira, já que alguns compostos de cobalto são perigosos quando inalados.

Última atualização: · CTF Premix

O que é cobalto?

O cobalto é um elemento metálico. Sua única função essencial conhecida nos animais é ser o átomo central da vitamina B12. Os animais não conseguem produzir B12 por conta própria; ela é sintetizada apenas por bactérias e arqueias, que precisam de cobalto para isso.

É por isso que o cobalto é importante para os ruminantes e, em menor grau, para outros animais com extensa fermentação microbiana, como cavalos e coelhos. Suínos e aves precisam de vitamina B12 pré-formada na dieta; a adição de cobalto não a substitui.

Qual é a função do cobalto na ração animal?

  • Síntese de vitamina B12: os micro-organismos do rúmen incorporam o cobalto da dieta na B12, que o animal absorve mais adiante no intestino.
  • Metabolismo energético: os ruminantes dependem muito do propionato da fermentação ruminal; a conversão do propionato em glicose requer uma enzima dependente de B12 (metilmalonil-CoA mutase).
  • Sinais de deficiência: perda de apetite, crescimento deficiente, perda de peso, pelagem ou lã áspera e anemia, tradicionalmente chamada de 'pine' ou doença do definhamento em ovinos. Os ovinos são em geral mais sensíveis que os bovinos.
  • Risco regional: solos e forragens pobres em cobalto existem em muitas regiões, por isso os animais em pastejo nessas áreas correm risco especial.
  • Cavalos e coelhos: os micro-organismos do intestino grosso também produzem B12, por isso o cobalto pode ser relevante em seu aporte mineral.

Formas de cobalto e por que se usam formas revestidas

O cobalto é fornecido como sais de cobalto(II), entre eles o carbonato, o hidroxicarbonato, o acetato e o sulfato. Vários desses compostos têm classificação de perigo: podem causar sensibilização cutânea e respiratória, e alguns são classificados como carcinogênicos (principalmente por inalação), mutagênicos ou tóxicos para a reprodução. A inalação de poeira é, portanto, a principal preocupação para quem os manuseia; a avaliação da EFSA sobre o carbonato de cobalto(II) granulado revestido, por exemplo, o considera irritante para a pele e os olhos e sensibilizante dérmico e respiratório, e afirma que qualquer exposição deve ser minimizada.

Por esse motivo, a indústria de rações usa cada vez mais formas revestidas ou granuladas, nas quais o sal de cobalto fica retido em um grânulo de baixa poeira. Essas formas continuam disponíveis para a síntese microbiana de B12 no rúmen, ao mesmo tempo em que reduzem muito a exposição à poeira durante o manuseio. Na UE, o cobalto é autorizado apenas como compostos específicos nomeados, entre eles o carbonato de cobalto(II) granulado revestido, e somente para espécies-alvo definidas, como ruminantes com rúmen funcional, equídeos e lagomorfos, com condições voltadas a limitar a exposição à poeira. Várias dessas autorizações passaram recentemente por etapas de renovação e de autorização provisória, por isso o status atual em cada mercado deve ser verificado; a regulamentação local e o rótulo do produto prevalecem.

Como é avaliado o aporte de cobalto?

O cobalto é necessário em quantidades muito pequenas, medidas em miligramas por quilograma de matéria seca da ração. Os nutricionistas consideram a espécie, o status de cobalto das forragens e dos solos locais, a proporção de concentrado e indicadores como o status de vitamina B12 no sangue ou no fígado, quando disponíveis. Como a margem entre necessidade e excesso é regulamentada, o cobalto total na ração está sujeito a limites máximos legais em muitos países, e o cobalto é sempre adicionado por meio de um premix misturado com precisão, nunca diretamente na ração.

Critérios de qualidade e segurança

  • Teor de cobalto declarado e verificado por análise, com certificado de análise (CoA) para cada lote.
  • Forma física: material revestido ou granulado, de baixa poeira, com granulometria definida e boa distribuição nos premixes.
  • Integridade do revestimento, para que as propriedades de redução de poeira se mantenham durante o transporte e a mistura.
  • Limites para substâncias indesejáveis, como metais pesados.
  • Precauções no manuseio: sistemas fechados ou exaustão local, proteção respiratória, da pele e dos olhos, e rotulagem clara de perigo.

CTF Premix e o cobalto

O cobalto pode ser incluído nos premixes minerais, vitamínico-minerais e personalizados da CTF Premix para ruminantes de acordo com a formulação do cliente, de preferência a partir de fontes revestidas e de baixa poeira. Nos programas para suínos e aves, a necessidade é atendida pela vitamina B12 do premix vitamínico. A produção é feita em nossa fábrica em Ancara, sob ISO 9001:2015 e GMP, com procedimentos para manuseio de microingredientes, certificado de análise e rastreabilidade de lote para cada partida.

Esta página tem caráter informativo geral. As taxas de inclusão e a escolha do produto devem ser definidas com um nutricionista, considerando a espécie, a formulação da ração e a regulamentação aplicável.

Perguntas frequentes

Por que os ruminantes precisam de cobalto?

Os micro-organismos do rúmen usam o cobalto para produzir vitamina B12. Os ruminantes dependem da B12 para converter o propionato em glicose, por isso a falta de cobalto logo leva à deficiência de B12, com falta de apetite, perda de peso e anemia.

Suínos e aves precisam de cobalto na ração?

Eles precisam de vitamina B12, não de cobalto. Seu intestino não consegue produzir B12 aproveitável suficiente a partir do cobalto, por isso a B12 é fornecida diretamente como cianocobalamina no premix vitamínico.

Por que se usa carbonato de cobalto revestido em vez do pó simples?

Alguns compostos de cobalto são perigosos quando inalados e podem causar sensibilização. As formas revestidas e granuladas reduzem muito a poeira durante o manuseio e continuam fornecendo cobalto aos micro-organismos do rúmen.

Como saber se meus animais têm falta de cobalto?

Os sinais incluem redução do apetite, crescimento deficiente, perda de peso e anemia, especialmente em ovinos em pastagens pobres em cobalto. Um veterinário ou nutricionista pode confirmar o status, por exemplo por meio de dosagens de vitamina B12, e ajustar o aporte mineral.

Premixes minerais com cobalto para ruminantes

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