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O que é zeólita (clinoptilolita)? Usos na nutrição animal

A clinoptilolita é a zeólita natural mais utilizada: um aluminossilicato hidratado com estrutura cristalina rígida e porosa e alta capacidade de troca catiônica. Na ração animal, é usada principalmente como aglutinante, antiaglomerante e fluidificante, e por sua capacidade de reter íons amônio e umidade.

Última atualização: · CTF Premix

O que é clinoptilolita?

As zeólitas são uma família de aluminossilicatos cujos átomos de silício, alumínio e oxigênio formam uma estrutura tridimensional de canais e cavidades regulares. Dentro desses canais ficam cátions trocáveis (sódio, potássio, cálcio, magnésio) e moléculas de água. A clinoptilolita é a zeólita natural mais extraída e utilizada comercialmente.

Ao contrário das argilas lamelares, como a montmorilonita, a estrutura da clinoptilolita é rígida: ela não se expande na água e o tamanho de seus poros é fixo. Isso lhe confere forte seletividade por certos cátions, em especial o amônio (NH₄⁺) e o potássio, e um comportamento de peneira molecular baseado no tamanho das moléculas.

Os depósitos de clinoptilolita se formam quando cinzas e tufos vulcânicos se alteram em ambientes lacustres ou marinhos. A Türkiye possui importantes depósitos naturais de clinoptilolita, sobretudo na Anatólia ocidental (por exemplo, nas regiões de Gördes, em Manisa, e de Bigadiç, em Balıkesir).

Qual é sua função na ração animal?

Na ração, a clinoptilolita é valorizada principalmente por suas propriedades físicas e de troca iônica, e não como fonte de nutrientes.

  • Aglutinante e qualidade do pellet: usada como aditivo tecnológico que ajuda a unir as partículas em rações peletizadas.
  • Antiaglomerante e fluidez: ajuda a manter o escoamento de rações em pó, misturas minerais e premixes.
  • Adsorção de amônio e umidade: sua afinidade pelo amônio explica por que também é usada no manejo de cama e dejetos em galpões de aves e suínos.
  • Veículo: em alguns produtos, serve como veículo de microingredientes.
  • Adsorção de micotoxinas: pode ligar parte das aflatoxinas, mas os resultados são menos consistentes do que com argilas esmectíticas de alta qualidade, por isso costuma ser considerada um componente de apoio, e não o principal adsorvente de aflatoxinas.

Zeólita ou bentonita?

Ambas são aluminossilicatos com capacidade de troca catiônica, mas se comportam de modo diferente. A bentonita (montmorilonita) tem camadas expansíveis que podem adsorver entre elas moléculas planas e polares, como a aflatoxina B1; a clinoptilolita tem canais fixos que favorecem cátions pequenos, como o amônio. Para a adsorção de aflatoxinas, a bentonita rica em esmectita é geralmente a primeira escolha; a clinoptilolita é escolhida mais por suas propriedades de aglutinação, fluidez e relacionadas à amônia. Alguns produtos combinam as duas.

Como a taxa de inclusão é definida?

A clinoptilolita não é um nutriente, portanto não há exigência a ser atendida. A inclusão é definida pela finalidade tecnológica (aglutinação de pellets, fluidez, veículo) e deve respeitar as condições estabelecidas pela legislação de alimentação animal para o produto autorizado. Por ter alta capacidade de troca catiônica, os nutricionistas também verificam se ela não altera o equilíbrio mineral da dieta no nível escolhido. A regulamentação local e o rótulo do produto sempre prevalecem.

Critérios de qualidade da clinoptilolita de grau alimentar

  • Teor de clinoptilolita: proporção do mineral de interesse, confirmada por difração de raios X (DRX).
  • Ausência de minerais fibrosos: alguns depósitos de zeólita contêm zeólitas fibrosas, como a erionita, que representam um risco conhecido à saúde; o material de grau alimentar deve estar livre delas.
  • Capacidade de troca catiônica e capacidade de troca de amônio: indicadores de atividade.
  • Metais pesados e dioxinas: dentro dos limites de substâncias indesejáveis da legislação de alimentação animal.
  • Umidade, granulometria e poeira: importantes para a mistura, o escoamento e o manuseio seguro.
  • Rastreabilidade: certificado de análise (CoA) e número de lote para cada partida.

CTF Premix e a zeólita

A CTF Premix produz adsorventes de micotoxinas à base de montmorilonita e bentonita de grau alimentar em sua fábrica de 10.000 m² em Ancara, sob ISO 9001:2015 e GMP. Solicitações envolvendo clinoptilolita, por exemplo como componente junto à bentonita, são avaliadas por nossa equipe técnica de acordo com o uso pretendido e a espécie-alvo. Cada lote é rastreável, e seu certificado de análise pode ser consultado na página de verificação de lotes.

Esta página tem caráter informativo geral. As taxas de inclusão e a escolha do produto devem ser definidas com um nutricionista, considerando a espécie, a formulação da ração e a regulamentação aplicável.

Perguntas frequentes

Zeólita e clinoptilolita são a mesma coisa?

Não exatamente. Zeólita é o nome de uma grande família de minerais que inclui também zeólitas sintéticas. A clinoptilolita é uma zeólita natural e a mais utilizada na alimentação animal.

A zeólita adsorve micotoxinas?

Pode ligar parte das aflatoxinas, mas os resultados são menos consistentes do que com uma bentonita de alta qualidade, e seu efeito sobre toxinas de Fusarium, como DON e zearalenona, é limitado. Costuma ser usada como componente de apoio.

Por que a zeólita é usada para reduzir a amônia?

A clinoptilolita tem forte seletividade pelo íon amônio, por isso pode reter o amônio nos dejetos e na cama. É por isso que é usada no manejo de galpões de aves e suínos, além de na ração.

A clinoptilolita pode ser usada em ração peletizada?

Sim. É um mineral termoestável, não se expande e é usada como aglutinante que contribui para a qualidade dos pellets.

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