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O que é perlita? Seu uso na ração animal

A perlita é um vidro vulcânico natural que se expande muitas vezes em volume quando aquecido rapidamente, originando um material branco, poroso e muito leve chamado perlita expandida. Na ração animal e nos premixes, a perlita expandida é usada como antiaglomerante, fluidificante e veículo; é nutricionalmente inerte e não fornece nutrientes.

Última atualização: · CTF Premix

O que é perlita?

A perlita é uma rocha vulcânica formada quando uma lava rica em sílica se resfria rapidamente e, mais tarde, incorpora uma pequena quantidade de água em sua estrutura vítrea. Quando o minério de perlita britado é aquecido rapidamente a alta temperatura, essa água ligada se transforma em vapor e o vidro amolecido estufa como pipoca. O resultado, a perlita expandida, é um material branco de densidade muito baixa, formado por inúmeras pequenas células de vidro.

Quimicamente, é um vidro de aluminossilicato amorfo (não cristalino). A Turquia é um dos países com grandes reservas de perlita, e a perlita é amplamente usada na construção civil, na horticultura e na filtração (auxiliar de filtração), além da ração.

Qual é a função da perlita na ração animal?

A perlita é usada por suas propriedades físicas, e não como nutriente. Ela não se expande como a bentonita nem tem o comportamento de troca iônica da zeólita; seu valor está na baixa densidade, na estrutura porosa e na inércia química.

  • Antiaglomerante: reveste e separa as partículas, ajudando pós higroscópicos e premixes a manter a fluidez.
  • Fluidificante: melhora o manuseio, a dosagem e a descarga de pós finos de silos e dosadores.
  • Veículo e absorvente: sua estrutura porosa pode absorver líquidos, por isso pode ser usada para transformar pequenas quantidades de ingredientes líquidos em um pó fluido.
  • Diluente: por ser muito leve, um pequeno peso ocupa um grande volume, o que pode ajudar a distribuição em algumas formulações.

Status regulatório

O status da perlita como aditivo para alimentação animal varia entre os mercados. Na UE, a perlita (1i599) foi autorizada em setembro de 2026 como aditivo tecnológico do grupo funcional dos antiaglomerantes para aves de engorda, aves criadas para postura ou reprodução, aves ornamentais, leitões e suínos de engorda (Regulamento de Execução (UE) 2026/2072). Outras espécies animais não estão abrangidas por essa autorização. As condições incluem medidas de proteção dos trabalhadores contra a inalação de poeira. A regulamentação local e o rótulo do produto sempre prevalecem.

Como é avaliada a inclusão?

Como a perlita não é um nutriente, não existe exigência para ela. O nível de inclusão é decidido pelo problema tecnológico a resolver, como o grau de higroscopicidade ou coesão de um pó, e é mantido dentro das condições da autorização aplicável no mercado de destino. Como contribui com volume, mas não com nutrientes, sua participação no premix ou na ração é contabilizada como diluição na formulação. Sua densidade aparente muito baixa também faz com que se comporte de forma diferente de veículos pesados, como o carbonato de cálcio, durante a mistura, por isso a homogeneidade da mistura deve ser verificada.

Critérios de qualidade e manuseio

  • Identidade e pureza: perlita amorfa expandida, confirmada por análise mineralógica (por exemplo, difração de raios X).
  • Sílica cristalina: a sílica cristalina respirável deve ser muito baixa; isso faz parte da especificação da UE.
  • Metais pesados e outras impurezas: dentro dos limites da legislação de alimentação animal; a especificação da UE também fixa um limite para o níquel e exige que o material seja isento de amianto.
  • Granulometria e densidade aparente: determinam a fluidez, a formação de poeira e o comportamento na mistura.
  • Umidade: baixa umidade é essencial para um antiaglomerante.
  • Controle de poeira: a perlita fina gera muita poeira, por isso se usam manuseio fechado, ventilação e proteção respiratória.

CTF Premix e a perlita

Onde for permitida para a espécie-alvo e o mercado, a perlita pode ser avaliada como antiaglomerante ou veículo nos premixes vitamínicos, minerais e personalizados da CTF Premix de acordo com a formulação do cliente. Os premixes são produzidos em nossa fábrica de 10.000 m² em Ancara, sob ISO 9001:2015 e GMP, com rastreabilidade de lote, e o certificado de análise de cada lote pode ser consultado na página de verificação de lotes.

Esta página tem caráter informativo geral. As taxas de inclusão e a escolha do produto devem ser definidas com um nutricionista, considerando a espécie, a formulação da ração e a regulamentação aplicável.

Perguntas frequentes

A perlita é segura na ração animal?

A perlita é quimicamente inerte e não é digerida. Na UE, é autorizada como antiaglomerante para aves, leitões e suínos de engorda, com condições de uso; a principal preocupação de segurança é a inalação de poeira pelos trabalhadores, por isso são necessárias precauções no manuseio.

Qual é a diferença entre perlita e bentonita?

A bentonita é uma argila expansiva com alta capacidade de troca catiônica, usada como aglutinante e adsorvente de aflatoxinas. A perlita é um vidro vulcânico expandido que não se expande na água nem troca íons; é usada principalmente como antiaglomerante leve e veículo.

A perlita adsorve micotoxinas?

A perlita não é usada como adsorvente de micotoxinas. Para a adsorção de aflatoxinas, a escolha habitual é a bentonita rica em esmectita.

A perlita para horticultura é igual à perlita de grau alimentar?

Não. O uso na ração exige um grau que atenda às especificações de segurança dos alimentos para animais quanto a sílica cristalina, metais pesados e outras impurezas, com certificado de análise para cada lote.

Precisa de um premix com boa fluidez?

Entre em contato com nossa equipe para premixes vitamínicos, minerais e personalizados com o veículo e o sistema antiaglomerante adequados, fornecidos com especificações e certificado de análise para cada lote.

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